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Há tempo que a preocupação com o emprego ocupa os espaços da mídia, da política e dos auditórios das entidades ligadas aos atores que compõem a relação de trabalho, não só no Brasil mas também em todo mundo.
No Brasil, em função do ordenamento jurídico vigente formou-se uma modalidade de contrato de trabalho absolutamente leonina em favor do denominado hipossuficiente, isto é, do empregado. É importante entender se isso é fator de insegurança e injustiça com o empregador ou o empregado. Um fato de reflexão é se a excessiva proteção ao empregado é fator do estrangulamento social do desempregado ou não. O emprego é caro e muitas vezes injusto para os dois lados, fazendo crescer a informalidade e outras modalidades de contratação para fugir da armadilha legal, sem dizer no crescimento da taxa de desemprego.
A equação econômico-social terá que resolver, para o futuro, a transposição do modelo paternal e populista, originário de uma ditadura e de um momento quase pré-industrial do país para a empregabilidade desejada. De Vargas aos nossos dias o mundo evoluiu, as relações de emprego se desenvolveram, os trabalhadores cresceram e no entanto a legislação trabalhista brasileira permaneceu quase que intocável! Na era da tecnologia e do conhecimento nossa lei trabalhista insiste na difusão de conceitos ultrapassados. Emerge a questão: qual o futuro do emprego?
O momento exige discussões amplas sobre questões relevantes, tais como: 1) contrato coletivo ou mesmo individual por empresa e não mais por categoria ou sindicato; 2) contrato temporário livremente negociado em meses ou anos ou simplesmente pelo prazo da execução de um projeto, uma obra, uma encomenda, uma safra ou um negócio sazonal; 3) se, com participação nos resultados (estimulada pelo contrato por empresa), vale tanto repartir fração do lucro como rachar parte do prejuízo? São as questões de nosso tempo!
É com foco nestes pontos e outros mais, como a reforma sindical e trabalhista; o peso da legislação trabalhista; a insegurança das decisões judiciais e quais as alternativas a tudo que aí está, que estaremos realizando esse evento.
A composição da mesa nos revela a excelência do tema e a raridade do momento, uma vez que teremos a presença de autoridades absolutas no assunto.
O encontro irá discutir sobre o futuro do emprego, ou melhor, da empregabilidade. Mitos serão expostos tais como: a CLT atrapalha ou ajuda? Qual a real carga de impostos? Sindicatos por empresas, por categoria? Liberdade sindical? Emprego formal ou informal? Deverá prevalecer o acordado sobre o legislado?
Temos certeza que o evento acrescentará muito ao conhecimento não só técnico, mas também político e social de todos os participantes que direta ou indiretamente estão ligados à questão do emprego.
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